2011-01-03

13/XIII – O SOM DO VINIL.

*
Versos Cantados
 
 

Foto tirada em 1965, na casa de Vinícius de Moraes. Representa a nata do começo de tudo... Uma relíquia, sem dúvida, onde todos estão bem na foto! O movimento da bossa-nova foi uma revolução que mudou a música brasileira. Para identificar cada um destes artistas: pontodopowerpoint.blogspot.com

 

Sétima, de Beethoven - Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil
da Escola Municipal de Música de São Paulo, Brasil.




Mathieu desvia o olhar para a radiola, embutida num móvel de pés palito, descansando no canto da sala. E elogia:

- Muito bonita. Estilo Brasília.

- Gosta?

- Sim. Agulhas de diamante?

- É.

- Alta fidelidade?

         - Ã-Hã.

         - Então?

         - Já sei, quer ouvir música?

         - Demorou!

         - Claro.

         - A vibração de uma música tem o poder de aflorar nossa emoção.

- E ai, o que você quer escutar?

- La Traviata, de Verdi.

Ela admirada:

- Ópera!

- O canto é uma oração, massageia o espírito.

- Sim.

Mathieu sibila os primeiros compassos da melodia. Logo pergunta:

- Quer melhor alimento para a alma do que uma cantata italiana, ou ouvir Nelson Freire, tocando Chopin num concerto para enternecer o coração?

- Ópera, Math?

- Por que está me olhando com essa cara esquisita?

- Ópera?! Tenho certa dificuldade com óperas, confesso. Os recitativos me causam estranheza, mais ainda as peças que abusam dos duetos, trios, quartetos. Desculpe-me, mas...

- La Traviata é uma ária de bravura que atravessa nosso tempo de um lado ao outro, nunca ouviu?

- Sim, mas...

- O erudito é legal, Suzana. Seja de que gênero for, posso dizer que uma boa ária não tem forma estabelecida para abrir canal de satisfação entre pessoas sensíveis. A música clássica, por exemplo, não se limita a um concerto, ela voa alto. É atemporal.

- Ã-Hã.

- Uma melodia só existe se capaz de nos emocionar, provocar alegria, surpresas. Quebrar a rotina.  Aprecio, igualmente, canções do rock à Nona, de Beethoven. Qualquer música é som.

- Claro, claro. Eu, por exemplo, gosto da Sétima.

- Heavy metal ao pé da letra, estonteante. Cativa e leva a gente ao êxtase, à apoteose da dança.

Suzana ri e continua:

- Gosto também da Quinta.

- Parabéns. O músico alemão foi um revolucionário, tanto que é considerado o maior compositor de todos os tempos, o demônio da história da música. Antes de Beethoven nunca tinha se ouvido uma música tão forte, tão impactante. Da primeira à última nota, a sétima é verdadeira celebração, para cima. É de uma velocidade jamais atingida, o rock da época.

- Sim.

- Beethoven transformou a música em um grande veículo da alma humana. Até então a música clássica era abstrata, cristalina, quase independente do ser humano. Beethoven com sua genialidade fez a transição do período clássico ao período romântico, colocando paixões e alegrias que sensibilizadas no dégradé do som. Querida, a essência de qualquer música é a melodia. 

- Sem dúvida, Math.

- O maestro Isaac Karabtchevsky confirma isso ao aproximar o pop e o erudito. Ele vive dizendo, com todas as letras, que não existe música clássica ou popular, existe música ruim e música boa. Não faz distinção. Na realidade, é mais um que ratifica Ravel ao defender que a música deveria ser primeiro emocional e depois intelectual.

- Certo.

- Por outro lado, Tchaikovsky não vai deixar de emocionar nunca seu público com o romântico balé Quebra-Nozes ou com Csárdás, dança húngara. Música de ritmo acelerado, viva e alegre, outra clássica que também pode ser encarada pela juventude de hoje como autêntico ‘rockão’, certo?

            - Amo Tchaikovsky. Estudei balé na adolescência.

Pausa. Mathieu:

         - Menina bonita, em um papo embalado por suaves melodias, as notas se tornam algo que se curte nos interstícios das palavras, já diziam os poetas mais românticos.

         - Hein?

         - Isso mesmo! No lugar onde não há palavras, a harmonia dá o tom, acontece.

         - Caramba!

         - Pois então põe um disco de canto lírico para rolar no prato.

         - La Traviata?!... La Traviata?

         - Bem, Suzana, se não quer ouvir porque é maçante e te mata de tédio, fique à vontade para dizer o contrário.

         - Na verdade faz algum tempo que não ouço nada assim.

         - Fique à vontade...

         - Não. Não. O Zé deve ter o disco, vou procurar.

         Antes da amiga se levantar da poltrona, Mathieu, começa a rir, dizendo:

         - Brincadeira. Não precisa.

         - Não quer mais escutar ópera?

- Foi só uma brincadeira, esquece.

         - Bem, se é assim, gostaria de ouvir o quê?

- Você escolhe.

         - Dá uma dica.

- Sou vacinado com a agulha de eletrola, music is part of my life. Gosto até das adas da Atlântica na pele de Oscarito, principalmente, as que recriam o passado, tipo imperadores romanos.

         - Chato! Fazendo hora com minha cara?

         - Não, claro que não.

         - Roquenrou?

         O rapaz eleva o punho fechado e solfeja em apropriado tom:

- Wop-bop-a-loom-bop-a-boom-bam-boom!!!!

- Elvis?

- Arrasa-quarteirão com sua estrondosa Jailhouse Rock!?...

- Adoro Elvis. Lindo de morrer, um bofe!

- Putz!

- Ora, Math, que mulher não se amarra num vigoroso rapaz que, no maior clima, escandaliza o mundo com o movimento dos seus quadris?

- New hisper puro sangue, bonitão e poderoso. Hoje, Elvis Presley é quem dá as cartas no rock norte-americano. Por isso, as cifras astronômicas que recebe por seu trabalho são justas. Vale o que ganha, apesar de jurar que nunca trabalhou por dinheiro.

- Claro que vale.

- O cara reúne os adjetivos magnéticos para incendiar o palco e seduzir as mulheres: bonito, charmoso, esguio, rebolante e cheio de novidades com suas roupas espetaculosas e extravagantes. De calças coladinhas, camiseta ou jaqueta de couro ele usa a boca, os olhos, as pernas, os quadris para interpretar as músicas mais velozes do rock. Gente da ‘pesada’.

- É a sensação do momento!

- Em cada show, o roqueiro reafirma a relevância musical e o impacto de sua postura agressiva, pauleira, acelerando o som à quarta potência com canções mais transgressoras e riffs fortes. Por isso mesmo é adorado por adolescentes que rejeitam os grupos de jazz e veneram um som mais furioso, quente demais.

- Levanta qualquer plateia.

- Tem groove, sim. Adora ver seu público de batom tietando, numa idolatria que leva as roqueiras ao delírio, às lágrimas..., todas como se estivessem ali se oferecendo para ter um filho com ele. O amor pelo músico ou pela música dele é tanto que leva fãs à loucura, até a estampar vários tattoos na pele numa homenagem ao ídolo.

- É voga.

- Agora também é moda vestir, falar e ser sexy como ele, ter o cabelo como o dele. Isso não é bom. Acende a velha discussão sobre a obsessão dos jovens em manter um status de ‘ter’ para ‘ser’ e, principalmente, o culto exacerbado às celebridades como espécie de seres ideais.

Suspira novamente a mulher com os olhos brilhando.

         - Uau, quem é que resiste?

         Mathieu brinca, fazendo careta de desdém:

         - Arre! Até o demônio contém sua serventia, ´né?

         - Despeitado! – caçoa a mulher, rindo.

         - Tão bom quanto ele é o irlandês Van Morrison, já ouviu falar?

         - Não.

         - Um dos melhores músicos contemporâneos. Você não sabe o que está perdendo. É outra boa referência do rock mundial que veio para reafirmar que a música possui mesmo esse papel de unir as pessoas.

         - Tão bom assim?

         - Um clássico do Folk-rock. Fui presenteado com o álbum Astral Weeks.

         - Quero ouvir. Você me empresta?

         - Lógico. Interpreta How Insensitive – versão em inglês de Insensatez, de Tom e Vinicius.

         - Legal.

         - Bela canção. Vai gostar.

         - Espero.

         - Rock, querida, não é tudo igual.  Convivência entre estilos nem sempre é harmonia, porque o gênero musical se divide em inúmeros subgêneros. Nessa rica mistura entra Blue, Jazz e Folk. Por isso mesmo que vem se tornando um dos gêneros musicais mais populares do mundo, oferecendo músicas para todos os gostos e modos. Desde o Rock mais agressivo e ligeiro, como o mais calmo e romântico. Morrison está nessa, muito bom.

         - Legal. Depois, dou minha opinião, certo?

         - Vai gostar, aposto.

         Risos. Suzana:

         - Doutor sabe tudo, então me fala um pouco do rock nacional.

         - Sim, senhora.

         - Agradeço.

         - O rock, como todo mundo sabe, nasceu do blues. Além de influenciar lendas como Elvis, Beatles e Rollings Stones, essa fonte de ritmo lamurioso dos negros norte-americanos também chegou ao Brasil na voz de Nora Ney. Em outubro de 1955, ela lançou a canção Around The Clock, cantada originalmente por Bill Halley.

          - Ronda das Horas? Nunca ouvi.

- Vale a pena. Embora Nora e Cauby Peixoto tenham sido pop star antes, não se pode negar que foi Celly Campelo a primeira fee a levar jovens a comprar discos de rock em bom português, gravados pela Odeon, entre 1959 e 1961. Depois outros, com destaque para Herve Cordovil com sua canção Rua Augusta, tocada muito antes de Parei na contramão, de Roberto e Erasmo Carlos. São os artistas responsáveis pela explosão da música pop nos anos 1960.

- Gosto muito deles também.

- A dupla nasceu para provar que o ritmo pode ir muito além do que se imagina. Tanto que, onde se apresenta, arrebata plateia de milhares de jovens, casa lotada. Roberto, principalmente, com uma legião de fãs ao redor das Américas. Toda vez que aparece em palco internacional surge uma bandeirinha do Brasil fazendo festa, sucesso absoluto.

- Quer escutar Roberto?

- Rock não. Curto de montão essa tribo de roqueiros, faz parte do meu DNA. Mas, hoje prefiro uma canção mais açucarada - sugere o rapaz em voz mansa.

- Bem, bem....

- Não se preocupe, põe lá o som leve faz a sua cabeça?

Suzana levanta um braço, dizendo:

- Pois então vai amar o disco que comprei essa semana. Um minuto só.

             A mulher corre até a vitrola, coloca na agulha o long play de Agostinho dos Santos e torna a sentar na mesma poltrona. Mathieu bate palmas em sinal de aprovação.

- Senhor da voz, gogó de ouro! Além da grande extensão vocal e apurada sensibilidade para definir seu repertório, que prima pela qualidade das letras, ele escolhe músicas sensíveis até a última célula para gravar, provando que letra de música e poesia são primas, da mesma família.

- Sem dúvida.

- Por isso mesmo Agostinho não dispensa a delicadeza da obra poética de Vinicius de Moraes, que está aí para revolucionar a forma de cantar o amor. Sabe o ‘poetinha’ como ninguém que, sem poesia, não há boa música. E vice- versa.

 - Fã antiga que é do cantor, mamãe mostra verdadeira paixão por suas canções, vive dizendo que elas são para escutar com o coração aberto. Ah, Math, quase sempre choro quando ouço, lembro-me dela – conta Suzana.

         - Fique à vontade, querida, tenho lencinhos coloridos no bolso – brinca o rapaz, sorrindo.

Enquanto tocava a melodia, fumando e esvaziando os copos, os dois continuavam a dizer o que pensavam da vida e de outras coisas, numa conversa repleta de risos. Vez ou outra, ela puxava o vestido que, apesar de seu esforço, mal chegava ao meio das coxas, exibindo a beleza de sua pele. Depois de passar todas as faixas do disco, ela sugere:

- Tenho o novo lançamento da Maysa Matarazzo.

- Legal.

- Coqueluche do momento! Está na boca do povo, vendendo mais do que gemada em pó da Kibon. Em todo lugar só dá ela com sua voz grossa, grave e toda potência na garganta. Ah, essa voz é inconfundível!

O rapaz balança a cabeça como que dizendo que é verdade.

- Curte Maysa tanto assim, Suzana?

- Muito. Não só pela técnica musical inegável, como também pela sensualidade que interpreta suas músicas, pura e perfeita para os ouvidos mais exigentes. Adoro Maysa, não canso de ouvir.

- Eu também curto bastante. Ao exibir, em cena, a malícia das pernas de fora, os olhos esfumados em tons pretos e a voz diferente, ela mostra que sabe mexer com o imaginário, o coração e o resto do corpo masculino.

- Caramba!

- Maysa mantém uma atitude sobre sexualidade feminina livre de qualquer sentimento de culpa e da velha pecha de pecado. A cantora faz sua carreira em torno do que pensa e acha melhor, nutrida pela sua própria trajetória que, até pouco tempo, era postura malfalada na tacanha sociedade brasileira.

- Sem dúvida.

- O tempo só faz aumentar a minha admiração por Maysa. Admiro a coerência e a consistência dela, além da fidelidade a si mesma, claro. Tudo isso vai assegurar seu lugar, como a grande dama das canções românticas, por muito tempo, em sua rota imperturbável no showbusinesse brasileiro. Concorda?

Suzana, com um biquinho entre as bochechas rosadas, soltando a fumaça do cigarro, responde com outra pergunta:

- Então admira as vozes femininas?

- Ah, sempre curti. Posso dizer que a sedução de algumas vozes femininas me toca muito. Tanto da nova guarda, como da velha com suas divas eternizadas na memória de milhares de fãs por todo o Brasil, como as estrelas do rádio. Minha ligação com elas é de longa data, vivo momentos de grande curtição ouvindo Nora Ney, Emilinha Borba, Marlene, Ângela Maria e, especialmente, a poderosa e celestial Dolores Duran com suas canções cheias de poesia. Elas cantam e encantam.

- Também gosto. Dolores foi muitas e única.

- Ninguém foi tantas como ela. Mestre do passado e do presente, canções para louvar a vida. Autora de admiráveis baladas, Adiléia Silva da Rocha cantou e compôs como ninguém as dores dos solitários, dos que sofrem da inaptidão para a vida. Tanto na melodia como nos acordes, o rigor musical de suas canções prevaleceu em uma das artistas mais importantes da canção brasileira de 1950 para cá.

- Salve rainhas! - exclama Suzana.

- Abençoados os olhos que viram e os ouvidos que ouviram Carmem Miranda em um palco. Ela não era econômica, gastava toda energia que dispunha em suas apresentações.

- Pelo que sei, os shows da cantora sempre foram atrações aqui e lá fora.

- Sucesso absoluto! Carmem foi eleita a voz da memória brasileira. Deu dimensão internacional à canção popular brasileira e, com um detalhe, não teve preconceito com nenhum gênero, porque sua grande marca foi a mistura de ritmos. Mesmo numa temperatura romântica, interpretava sem abandonar o samba carioca.

         - Maravilha.

- As mulheres cantam com o coração, Suzana. Quem não curte ouvir Maysa, Nara Leão, Maria Betânia, Elis Regina e Clara Nunes?

- Clara Nunes?

- Sim, ela mesmo. Entoando seu canto sagrado faz o maior sucesso com o segundo long play de sua carreira: Você Passa e Eu Acho Graça.

- Também gosto.

- Agraciada pela fina visão social do samba, a cabrocha interpreta mais do que muita gente grande que eu conheço, canta mais alto. Tem domínio total do palco, canta o mundo. Descontraída, interpreta com alegria, virtuosismo e sensualidade, encanta. Está prontinha para mostrar o que é uma estrela no mundo da Música Popular Brasileira.

- Ainda não comprei seus discos.

- Da leva de grandes cantoras, ela se revela como nova divindade dos anos 60. Detalhe: tem vinte e poucos anos, e está só começando. Onde se apresenta a casa lota.

- Sim.

- Outra linda mulher que nos brindou, desde o século passado, com músicas legendárias foi a carioca Chiquinha Gonzaga.

- Ó abre alas que eu quero passar... – cantarola Suzana.

- Canção maravilhosa! O universo feminino começou a se eternizar na sua voz, pode crer.

- Bem, vou por Maysa para rodar.

Mathieu levanta uma mão e faz com o dedo polegar sinal de positivo.  Com um balançar lento do rosto, Suzana caminha até o toca discos, cantarolando: Todos acham que eu falo demais/E que ando bebendo demais/Que essa vida agitada/Não serve p’ra nada... Rapidamente, pega o disco e, querendo ser amável com o amigo, grita de longe mostrando-lhe a capa:

- Quer mesmo ouvi-lo?

- Sim, por favor.

Ao voltar para a poltrona, Mathieu elogia:

         - Afinada, hein?

- Vem não, sô!

         - Quem canta reza duas vezes.

         - Sim.

- Pode fazer bonito no Show de Calouros do Chacrinha.

         - Ô, louco!

         Risos. Depois de uma pausa, ele:

- Suzana, você leva jeito de ser uma criatura muito romântica.

- Sou.

         - Não poderia ser diferente. Quem aprecia Maysa..., Agostinho dos Santos...

- Gosto das melodias que atingem a alma, apesar de...

         - De?

         - Ah, já falei.

         - Sim.

         O rapaz curva-se para pegar o copo de bebida, dizendo:

         - Maysa é uma artista de personalidade e estilo controvertidos, sem limites. Ela não esconde seu espírito libertário, transgressora e apaixonada pela boemia, encarando qualquer tipo de preconceito no Brasil. Tanto que não se acanha em dizer que já teve vários parceiros amorosos.

- Mesmo?

- Outra que admiro é a atriz Leila Diniz. Nossa musa em preto e branco, que vem mostrando a face da beleza e a confiança no talento que possui para alçar voos ambiciosos no cinema. Bem à frente de seu ‘templo’, está empenhada em desbravar a liberdade sexual no Brasil, não só pela militância feminista, mas também pela legítima vontade de ter e sentir os prazeres da vida. Amo Leila.

- Meus cumprimentos.

- Em meio ao machismo brasileiro as duas, como ativistas natas, encaram os tabus de frente em defesa do sexo livre. Em dois tempos, fazem tudo acontecer 36 horas por dia, todos os dias. No rastro delas, o movimento feminista vem pegando boa carona, principalmente, no Rio e em São Paulo. Aplausos para as duas.

Suzana, num risinho curto e malicioso:

- Ã-Hã.

- Bem, essa é história para outra história, não é mesmo?

- Sim.

- Pois então cantaremos. Mais do que nunca é preciso cantar, como nos ensina Vinicius em tempos tão acelerados, compactados e fragmentados do mundo contemporâneo.

- Tim-Tim! – levanta o copo Suzana.

- Agora, vamos curtir Maysa, querida – serena Mathieu, ajeitando-se melhor no sofá, enquanto tomava mais um pouco de cerveja.

 
 
 


* FBN© - 2012 – O Som do Vinil..., NUMA NOITE EM 68 - Categoria: Romance de Geração -Autor: Welington Almeida Pinto. Iustr.: foto na casa de Vinicius, 1965, retratando cantores da época.  Link: http://numanoiteem68.blogspot.com.br/2011/01/14xiv-no-ritmo-das-paradas-musicais.html?zx=de663b02d12a152
 
 
                                            - 14 -


 
 


YouTube

Elvis Presley Jailhouse Rock 1957 colour






NE ME QUITE PAS